quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Estar Só


ADEUS VIDA PRIVADA

Nessa época, marcada pela tecnologia da conectividade, pela internet e pelas redes sociais, observamos como novos padrões de comportamentos estão alterando a forma como as pessoas passam a lidar com questões do seu próprio “eu” frente aos apelos da não-privacidade. Diante desta verdadeira nudez da vida privada, surgem inquietantes perguntas sobre os rumos que esse novo sujeito quer dar ao seu modo de estar no mundo.

Absorvido pelo sistema e por sua entorpecente velocidade, este novo sujeito está se moldando e se configurando a partir dessas novas práticas, que acabam confundindo e homogeneizando a demarcação psíquica que deveria existir entre os territórios do "eu" e do "não-eu". Assim, estas novas práticas acabam por misturar os conteúdos das esferas pública e privada, revelando uma promiscuidade danosa na relação entre estes dois mundos.

Pensar no sujeito resultante deste processo continua sendo uma grande incógnita, pois estas práticas estão em constante mudança, patrocinadas pela velocidade cibernética. Todavia, cabe uma reflexão sobre as configurações de privacidade adotadas por esse sujeito. Anteriormente, seu olhar era “para dentro”, onde pontuava seus segredos e significações a respeito de si mesmo e do seu mundo, sendo isso um fator de compreensão e desenvolvimento deste indivíduo. Hoje, a partir das diversificadas ferramentas tecnológicas, esse olhar se volta “para fora”, expondo sua vida, nesse jeito narcisista, na busca de visibilidade e fama. Assim, esse novo sujeito se vê, num ambiente nebuloso, impedido em ter clareza, no seu psiquismo, em saber o que é seu e o que é do outro.

Desta maneira, parece que este novo sujeito vai se configurando com subjetividades pouco centradas na “vida privada”, voltando-se cada vez mais para o campo da visibilidade e do show cibernético, onde ele se vê como necessário e parte do espetáculo cotidiano.

(Psicólogo Pedro Leite)



COMO VOCÊ ESTÁ LIDANDO COM O PERDÃO?

Apesar do termo "perdão" quase sempre levar as pessoas a relacioná-lo ao aspecto religioso, o perdão transcende os limites da religiosidade e se constitui num dos mais poderosos facilitadores dos relacionamentos humanos. 

A eficácia do perdão está comprovada cientificamente, sendo um dos meios mais eficazes para sarar relacionamentos. Experiências sugerem que o perdão tem um papel importante no que diz respeito a redução da depressão e da ansiedade, assim como também foi ligado a aumentos de auto-estima. No ambiente onde ocorrem experiências de perdão, as pessoas sentem-se mais leves, livres de culpa, sem estresse e desequilíbrio emocional, pois o ato de perdoar produz benefícios, para a saúde física e psicológica.

Perdoar é como liberar sentimentos ruins que estão armazenados em nosso íntimo, contaminando nossa vida. Quando guardamos e congelamos nossas amarguras, sem nos permitir resolver nossas pendências, essas continuarão como feridas abertas, nos tornando potenciais candidatos a somatização, devido cargas emocionais sem solução.

Sei que perdoar não é um processo simples, pois não é fácil lidar com o poder da ofensa ou da perda. Mas a maneira correta de lidar com essas questões amargas deve ser esta: Devemos zerar a nossa conta negativa a partir do exercício do perdão, fazendo constantemente uma faxina emocional e recomeçar uma nova caminhada junto das pessoas com as quais nos desentendemos.

A experiência de perdoar tem mostrado que sempre colhemos bons frutos pelo seu exercício em nossa vida. O perdão também vai proporcionar, a partir do retorno da comunicação, um ambiente mais harmonioso, prazeroso, se configurando num espaço de produção de vida.

Aproveite então para iniciar esse processo ainda hoje em sua vida!

(Pedro Leite)



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